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Bisnau Ecoturismo
Gravura rupestre em forma de sol, com raios em volta de um círculo, no lajedo do Sítio Arqueológico do Bisnau

Foto: acervo da família Thomé

Patrimônio arqueológico

Sítio Arqueológico do Bisnau

Gravuras de milhares de anos num lajedo de arenito, conhecido na região como Pedra do Bisnau.

Num lajedo de arenito de 201 por 84 metros, povos que viveram aqui há milhares de anos gravaram círculos, arcos e rodas na pedra.

O sítio está no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do IPHAN desde 1975, com o código GO00327 (sigla GO-PA-001), e as gravuras ocupam cerca de 3.500 m². Fica dentro da fazenda, a 5 km da recepção, em Formosa (GO). A visita é por trilha curta e fácil, sem guia, e o ingresso é de R$ 80 por pessoa, por dia.

Desde os anos 1970, universidades e institutos voltam aqui para medir, fotografar e tentar entender o que está gravado.

  • 1975registro no IPHAN
  • 3.500 m²de gravuras na pedra
  • 463inscrições, na contagem da família
  • 50+ anosde pesquisa, desde os anos 1970

Fontes: ficha do CNSA do IPHAN (registro e área); contagem da família (inscrições); Pesquisas no Bisnau (histórico).

3DGire as gravuras do sítio em 3DModelos feitos pelo IFG a partir de fotos do lajedo: dá para girar e aproximar no celular ou no computador.Ver em 3D

Na pedra

O que está gravado na pedra

No lajedo aparecem círculos concêntricos, espirais e figuras que lembram o sol, entre muitos outros desenhos. A família destaca alguns símbolos: o alinhamento do Sol, da Terra e da Lua, que virou o símbolo do Bisnau, e figuras que ela compara ao DNA e à coluna vertebral.

Quem fez as gravuras e o que elas querem dizer ainda é um mistério.

Ver as outras 4 fotos
Figuras arredondadas e pequenas cavidades gravadas na pedraArcos sobrepostos em forma de V e traços gravados no lajedoCírculo e linhas curvas paralelas gravados no arenitoO lajedo do Sítio Arqueológico, com o Cerrado e a serra ao fundo
Gravuras do Sítio Arqueológico do Bisnau. Fotos: acervo da família Thomé.

Visita virtual em 3D

O sítio em 3D, na palma da mão

O projeto Iconografia das Tradições, do IFG Campus Formosa, fotografou o lajedo de vários ângulos e montou modelos 3D das gravuras. Dá para girar, aproximar e ver cada sulco na pedra, antes ou depois da visita.

Gravuras do Sítio Arqueológico do Bisnau, que aparecem no modelo 3D
Tela cheia
Tela cheia
Tela cheia

Modelos de Paulo Rodrigo Simões (2023), do projeto Iconografia das Tradições do IFG Campus Formosa, publicados no Sketchfab. O visualizador abre o site do Sketchfab só quando você toca no botão. No celular, use dois dedos para aproximar.

Pesquisa

O que a ciência já levantou

Cada marco traz um selo: Fato é o que tem registro e fonte; Hipótese é o que um estudo propõe e a ciência ainda discute.

Todas as pesquisas, com link

  1. 1975Fato

    O sítio entra no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do IPHAN. Os primeiros estudos, de Iluska Simonsen, são de 1974 e 1975.

    Fonte: ficha do CNSA, código GO00327

  2. 1979Fato

    Alfredo Mendonça de Souza estuda o sítio no Projeto Bacia do Paranã II, da UFG.

    Fonte: Pesquisas no Bisnau

  3. 2017Fato

    Pesquisadores da UnB mapeiam o lajedo por drone, sem pisar nas gravuras. No mesmo ano, o IFG Formosa começa o projeto que gerou os modelos 3D e um livro gratuito, em 2024.

    Fontes: Cunha, UnB (2018); IFG Campus Formosa

  4. 2018 e 2019Hipótese

    Uma dissertação e um artigo da UnB propõem que as gravuras se alinham ao céu de milhares de anos atrás. É hipótese científica, não conclusão.

    Fontes: Cunha, UnB (2018); Cunha, Bias e Brites, Anuário do Instituto de Geociências da UFRJ (2019)

Hipótese

As gravuras e o céu

Medindo a direção das gravuras com drone, estudos da UnB propõem que elas se alinham ao céu de milhares de anos atrás, e ligam esses alinhamentos a constelações indígenas, como a Anta do Norte e o Homem Velho. O historiador Paulo Bertran também viu nelas possíveis constelações, como a Ema e a Anta. É hipótese científica, não conclusão.

Quem acampa no mirante vê as mesmas constelações à noite e o lajedo de manhã.

Ler: As gravuras e o céu

Fato

Uma lição dos anos 1970

Nos anos 1970, repórteres pintaram de cal branca os sulcos das gravuras, e isso atrapalhou a leitura dos pesquisadores da UFG. Por isso a regra aqui é simples: nada de tinta, giz ou risco na pedra.

Fonte: dissertação de João Paulo Lopes da Cunha, UnB (2018)

Olhe, fotografe, não toque nem risque.

A regra de quem visita o sítio

Como é a visita

  • Da recepção5 kmpor estrada interna sinalizada
  • Passeiocerca de 2 horastrilha curta e fácil, sem guia
  • Horário8h às 18htodos os dias
  • IngressoR$ 80por pessoa, por dia

Segundo a família, 2 km do caminho da recepção até o sítio são parte da antiga Picada do Sal, uma estrada do tempo do Brasil colônia.

Perguntas sobre o sítio

Onde fica o Sítio Arqueológico do Bisnau?

Dentro da fazenda do Bisnau, em Formosa (GO), a 5 km da recepção pela estrada interna sinalizada.

Quanto custa visitar?

R$ 80 por pessoa, por dia, pagos na recepção. Criança até 6 anos não paga; de 7 a 12, meia.

Precisa de guia?

Não. O acesso é por estrada interna sinalizada e a trilha é curta e fácil.

Quantos anos têm as gravuras?

Entre 9.500 e 12.000 anos, pela ficha do sítio. Outros estudos dão faixas diferentes, de 4.500 a 11.000 anos.

O sítio é registrado?

Sim. Está no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do IPHAN desde 1975, com o código GO00327 (sigla GO-PA-001).

Qual o horário de visita?

Todos os dias, das 8h às 18h. O limite é sair das trilhas até as 18h.

Veja também a história da fazenda, as pesquisas e a natureza do Bisnau.

Informações atualizadas em outubro de 2026.

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