Mais que uma cachoeira: um acervo vivo do Cerrado.
Venha pela cachoeira de 120 metros e pelos poços verde esmeralda. E descubra o que ela esconde: gravuras feitas na pedra há milhares de anos, uma lista de cem bichos feita em 1972, pelo menos 136 espécies de aves, ipês que cobrem o chão de flor e um mirante de onde dá para ver a Via Láctea.
Tudo isso numa fazenda de família no povoado do Bezerra, em Formosa, Goiás, perto de Brasília, a cerca de 2 horas, cuidada pelos mesmos descendentes desde 1942. Somando só o que está catalogado, são centenas de registros com nome: inscrições na pedra, aves, bichos e estudos.
- 11atrativos para visitar
- 463inscrições na pedra, na contagem da família
- 136espécies de aves, no mínimo, no estudo do IFG
- 100bichos na lista de 1972
- 15+estudos publicados sobre o Bisnau
- 80+anos com a mesma família
Fontes: dados oficiais da família (atrativos e anos); contagem da família (inscrições); Cruz e Darosci, IFG (2019); lista de 1972 do acervo da família; Pesquisas no Bisnau.
As cinco camadas do Bisnau
A cachoeira é a porta de entrada. Cada camada abaixo tem prova, fonte e uma coisa para ver ao vivo, e leva à página que conta mais.

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Água
Sinta a hidromassagem natural da Cachoeira do Bisnau, 120 metros de quedas sobre a rocha, e mergulhe no verde esmeralda dos Poços Verdes. Tudo a 2 horas de Brasília.
- A Cachoeira do Bisnau, com 120 metros de queda
- Os Poços Verdes: o Poço Esmeralda e o Poço Cânion
- Os poços da Trilha Noel Guia, na Rota das Águas

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Pedra e tempo
Quem gravou estes círculos e espirais na pedra, há milhares de anos, e por quê? São 463 inscrições, na contagem da família, num sítio registrado no IPHAN desde 1975. Venha tentar decifrar.
- Gravuras num lajedo de cerca de 3.500 m², no IPHAN desde 1975
- A Muralha de Pedra do Betinho: 3,3 km de pedra sobre pedra, sem argamassa
- A caverna, com cerca de 150 m de rio subterrâneo

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Gente e memória
Em 1972, o Sr. José listou os cem bichos que via na fazenda, da anta à lontra. Mais de 50 anos depois, a família ainda guarda a lista e cuida da terra que ela descreve.
- A família Thomé, que cuida da terra desde 1942
- A lista de 100 bichos de 1972, guardada até hoje
- Nomes que viraram lugar: Cabana do Gil, Trilha Noel Guia, Muralha do Betinho

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Vida
Tucanuçu, arara-canindé, pica-paus: um estudo do IFG contou pelo menos 136 espécies de aves no Bisnau. Chegue cedo, em silêncio, e deixe a mata se mostrar.
- Pelo menos 136 espécies de aves, no estudo do IFG
- Ipês e jatobás em mais de 80 anos de Cerrado preservado
- Bugios e macacos-prego na mata, segundo a família

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Céu
O céu do mirante é um dos mais bonitos perto de Brasília. Nas noites sem lua, a Via Láctea aparece a olho nu, com a Ema que os povos indígenas usam para marcar as estações. Durma debaixo dela no camping selvagem.
- O mirante, com a Via Láctea nas noites de lua nova
- A Ema, a Anta e o Homem Velho, constelações indígenas
- O calendário de luas novas, chuvas de meteoros e eclipses
Quem guarda tudo isto
O Bisnau é cuidado pela família Thomé desde 1942. José Ávila Thomé, de Cordeiro (RJ), comprou a terra também por causa das gravuras na pedra e cercou o lajedo para o gado não entrar. Em 1972, fez a lista dos cem bichos que via na fazenda.


Os nomes da família estão nos caminhos: o Gil dá nome à Cabana do Gil, o ponto de apoio da Rota das Águas; o Betinho, o irmão primogênito, à Muralha de Pedra do Betinho; e o Noel, guia da região, à Trilha Noel Guia. Em 2015, a família abriu as porteiras para a visitação.
Por que nós vamos esconder isso aqui do mundo? Nós temos que mostrar para o mundo.
Em resumo
A linha do tempo
Os marcos da história do Bisnau, cada um com o seu selo e a fonte.
1942Relato
José Ávila Thomé compra a fazenda, também por causa das gravuras, e cerca o lajedo para o gado não entrar.
Fonte: a família Thomé
1972Relato
Ele lista os 100 bichos que via na fazenda, numa lista que a família guarda até hoje.
Fonte: lista de 22/02/1972, acervo da família
1975Fato
O sítio entra no Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos do IPHAN.
Fonte: ficha do CNSA, código GO00327
2015Fato
A família abre as porteiras para a visitação.
Fonte: a família Thomé
2017Fato
A UnB mapeia o lajedo por drone e o IFG começa a estudar o sítio e a contar as aves.
Fontes: Cunha, UnB (2018); IFG Campus Formosa; Cruz e Darosci (2019)
2019Fato
Saem dois artigos: um sobre as gravuras e o céu, outro sobre as 136 espécies de aves.
Fontes: Anuário do Instituto de Geociências da UFRJ; Atualidades Ornitológicas
Perguntas sobre o que tem no Bisnau
O que tem no Bisnau além da cachoeira?
Além da cachoeira de 120 m e dos Poços Verdes, o Bisnau tem sítio arqueológico com gravuras de milhares de anos, caverna, mirante com céu estrelado, pelo menos 136 espécies de aves, ipês, bugios e macacos-prego, a Muralha de Pedra, o calendário do céu e uma família que cuida da terra desde 1942. São 11 atrativos e mais de 15 estudos publicados.
O Bisnau é só cachoeira?
Não. É um conjunto de cinco camadas: água, pedra e tempo, gente e memória, vida e céu. A cachoeira abre a visita, e o sítio, as aves, o mirante e a história fazem muita gente voltar.
Quantas atrações o Bisnau tem?
São 11 atrativos para visitar, entre eles Cachoeira, Poços Verdes, Trilha Noel Guia, Sítio Arqueológico, Trilha da Onça, Muralha, mirante, camping, caverna, gruta e rapel (com guias parceiros). Dentro deles há centenas de registros catalogados: 463 inscrições na pedra, pelo menos 136 aves e 100 bichos anotados em 1972.
Tem coisa para quem gosta de história e cultura?
Tem. O Sítio Arqueológico (IPHAN desde 1975), a Picada do Sal, a Muralha, a lista de bichos de 1972, a Linha do tempo e a página de Pesquisas. Quem gosta de ciência encontra o estudo das aves, a caverna e as hipóteses sobre o céu e as gravuras.
Tem coisa para quem gosta de natureza e fotografia?
Tem. Cachoeira, poços, mata, ipês, aves, macacos, caverna e o céu do mirante. Cada foto tem a sua hora: a cachoeira das 13h às 16h, os Poços Verdes das 8h às 13h, as aves no começo da manhã e a Via Láctea nas noites de lua nova.
Por que dizem que o Bisnau é um lugar diferente?
Pela soma: água, pedra gravada há milhares de anos, mata preservada há mais de 80 anos, pelo menos 136 aves, um céu que os povos antigos usavam como calendário e uma família que guarda tudo e conta com fontes. Cada visitante sente o lugar do seu jeito, e alguns dizem que a energia é diferente. O site afirma só o que tem registro.
O Bisnau aparece em museus e plataformas de cultura?
Sim. O Sítio Arqueológico do Bisnau aparece no Museu do Cerrado e numa história do Google Arts & Culture sobre arte rupestre no Cerrado de Goiás. Os links estão na página Pesquisas.
Posso contribuir com informação, foto ou pesquisa sobre o Bisnau?
Pode. Se você estuda a região, é historiador, biólogo, astrônomo, fotógrafo ou guarda uma história do Bisnau, fale pelo WhatsApp. A família quer ver a Muralha e as gravuras estudadas. Fotos de visitantes só entram no site com autorização e crédito.


